Em janeiro do ano de 2013, João Batista Braga, ex-prefeito
de Itapajé e pai de Ciro Braga, foi condenado por improbidade administrativa no
caso do "escândalo dos sanguessugas". Batista , teve os direitos
políticos suspensos por cinco anos. Ele foi um dos muitos cearenses envolvidos
em um dos maiores escândalos da política nacional, que veio à tona em 2006 e
envolve mais de 300 pessoas, entre prefeitos, empresários e parlamentares. Na
decisão, consta que Batista Braga limitou sua defesa a dizer que o recurso do
convênio havia sido devidamente aplicado, mas sem apresentar nenhuma prova
documental capaz de contrariar a denúncia do Ministério Público Federal.
Nesta segunda-feira(04), mais um capitulo negro na política
local, e, por ironia do destino, mais uma vez com um membro da família Braga,
desta feita o jovem Ciro. a prisão de Ciro, representa uma mancha na historia
política da cidade e abala a trajetória de todo o grupo liderado por seu pai.
Ciro Mesquita da Silva Braga, assim como Idervaldo Rodrigues
Rocha que também foi preso, é investigado por envolvimento em fraude de
processo legislativo que tramitou em 2013, quando o vereador era, então,
presidente da Câmara Municipal de Itapajé. Na época, foi alterado um projeto de
lei para autorizar a locação de um galpão onde foi instalada uma indústria de
calçados.
Além disso, estão sendo averiguadas irregularidades na
licitação para reforma do local. Na primeira fase da operação “Frade de Pedra”
houve a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, revelando sérios
indícios de participação em esquema de apropriação de recursos públicos e
lavagem de dinheiro, além de crimes contra a ordem tributária.