
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira
(25), o texto-base do projeto que limita a alíquota do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia, gás natural,
comunicações e transportes coletivos. Agora são analisados pelos deputados os
destaques e as sugestões de alteração no texto. O texto ainda precisa ser
aprovado no Senado. A proposta passou com amplo apoio - 403 votos favoráveis,
10 contrários e 2 abstenções. Para diminuir resistências à medida, os deputados
colocaram um gatilho temporário para compensar Estados e municípios quando a
queda na arrecadação total do tributo for superior a 5%. Essa compensação será
feita, se necessário, por meio do abatimento da dívida desses entes com a
União. A aprovação do texto-base é liderada pelo presidente da Câmara, Arthur
Lira (PP-AL), a fim de reduzir o preço da energia elétrica e dos combustíveis
em ano eleitoral. A proposta teve regime de urgência aprovado na semana passada
pelo plenário da Casa.
ITENS ESSENCIAIS
O projeto classifica energia elétrica, combustíveis, gás
natural, querosene de aviação, transporte coletivo e telecomunicações como
essenciais. Dessa forma, esses bens e serviços entram no teto do ICMS. O
relator disse que o projeto não fere o pacto federativo, ou seja, a autonomia
dos Estados e municípios. Ele afirmou que a medida apenas cumpre uma decisão do
STF que proibiu cobrança de ICMS superior a 17% sobre bens e serviços
essenciais. Atualmente, esses bens e serviços são classificados como
supérfluos, e o ICMS incidente em alguns estados supera os 30%. O deputado
Danilo Forte (União-CE), autor de uma das propostas do projeto principal,
defende que a proposta reduz "o maior encargo que há sobre as contas de
energia, de luz e de telecomunicações, que é a fatura dos governos
estaduais". Os governadores, no entanto, já se esforçam para barrar o teto
no Senado ou até mesmo no STF e estimam uma perda de quase R$ 70 bilhões na
arrecadação de Estados e municípios por ano.
Fonte: Diário do Nordeste/PontoPoder